A escolha de uma smart TV 4K em 2026 passou a envolver critérios que vão muito além do tamanho da tela: tecnologia de painel, taxa de atualização, sistema operacional e, principalmente, o processamento de imagem assistido por inteligência artificial tornaram-se fatores centrais na decisão de compra. Um levantamento publicado pelo Tecnoblog reuniu dez modelos de destaque no mercado nacional, cobrindo desde televisores de entrada com bom custo-benefício até telas premium equipadas com iluminação por pontos quânticos, Mini LED ou painéis OLED, além de suporte aos formatos HDR, que ampliam o alcance dinâmico entre as áreas mais claras e escuras da imagem.

Entre as opções premium, a LG OLED C6 aparece como escolha principal. Trata-se de uma TV intermediária com painel OLED, tecnologia em que cada pixel emite a própria luz, permitindo preto absoluto e contraste infinito. O modelo roda com o processador topo de linha Alpha 11 Gen 3, suporta resolução 4K em até 165 Hz para quem joga, é compatível com Dolby Vision e Dolby Atmos e, no campo da inteligência artificial, integra o Google Gemini com funções como Multi AI Search, AI Concierge e AI Chatbot. Está disponível em tamanhos que vão de 42 a 83 polegadas, com quatro entradas HDMI 2.1.

A Samsung S95H, topo de linha da marca em 2026, chega ao Brasil apenas em 65 polegadas e combina brilho máximo de até 2.700 nits com desempenho para jogos, incluindo suporte a 165 Hz em 4K. O grande destaque é o Vision AI, que permite perguntar de forma conversacional à Bixby ou ao Google Gemini sobre o conteúdo exibido em tempo real, além de oferecer tradução simultânea de legendas e otimização automática de imagem. O processador NQ4 AI Gen 3 usa 128 redes neurais para aprimorar brilho, textura, cores, movimento e áudio. O modelo ainda traz áudio Dolby Atmos, sistema One UI Tizen com sete anos de atualizações garantidas e a Art Store, que transforma a tela em um quadro de obras de arte em modo de espera.

Inteligência artificial ganha peso na escolha das melhores TVs 4K de 2026, segundo guia do Tecnoblog - Imagem complementar

Quem busca um OLED mais acessível encontra na Samsung S85H uma alternativa de entrada, em tamanhos de 48, 55 ou 65 polegadas. O televisor usa o processador NQ4 AI Gen 2, com 20 redes neurais, e também conta com a plataforma Vision AI. Suporta 4K em até 120 Hz, tem quatro portas HDMI 2.1, controle remoto sem pilhas e o mesmo compromisso de sete anos de atualizações do sistema. Já a Samsung QN90F aposta no painel Quantum Mini LED, que controla a iluminação em pontos para entregar pretos profundos e alto contraste, com fidelidade de cores certificada pela Pantone e tecnologia Glare Free para reduzir reflexos. O modelo opera em até 165 Hz e está disponível em tamanhos de 43, 50 e 115 polegadas.

A TCL C7L figura como opção premium sem o custo de um OLED. Com tecnologia SQD-Mini LED, brilho de até 3.000 nits e reprodução de até 100% da gama de cores BT.2020, o modelo é recomendado inclusive para ambientes iluminados. Opera em 144 Hz, roda o sistema Google TV, suporta Apple AirPlay 2 e traz som assinado pela Bang & Olufsen. Na faixa intermediária, a Samsung Q7F combina painel QLED com o Processador IA Q4, que faz upscaling, ou seja, converte conteúdos de resolução inferior para algo próximo ao 4K nativo. O modelo inclui IA generativa, integração com o SmartThings e o Samsung Gaming Hub, que dá acesso a jogos em nuvem como o Xbox Cloud Gaming sem console, embora a taxa de atualização de 60 Hz limite o apelo para jogadores.

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No segmento de entrada, a Samsung U8600F entrega recursos como o Vision AI e o chip Crystal Processor 4K, que usa IA para melhorar o upscaling, além do sistema Tizen com sete anos de atualizações e integração com casa conectada. A TCL P7K adota painel QLED com mais de um bilhão de cores e cobertura de 93% da gama DCI-P3, suporta Dolby Vision, Dolby Atmos e DTS Virtual:X, mas se limita a 60 Hz reais. A Hisense A6NV aposta no AI 4K Upscaler para elevar a resolução de conteúdos não nativos, no recurso AI Smooth Motion contra borrões em cenas rápidas e no Game Mode Plus, que reduz atrasos durante os jogos. Por fim, a LG UA85, modelo de entrada da marca, usa o processador Alpha 7 AI Gen 8 para aprimorar imagem e áudio, roda o webOS 25 com promessa de cinco anos de atualizações e inclui funções como IA Search, integração com Microsoft Copilot, AI Chatbot, AI Concierge e AI Voice ID, além do controle AI Magic com sensor de movimento.

O guia recomenda avaliar quatro pontos antes da compra: o tipo de painel, com OLED liderando em contraste e QLED ou Mini LED oferecendo brilho e custo-benefício; o tamanho da tela conforme a distância até o sofá; a taxa de atualização, sendo 60 Hz suficiente para streaming e 120 Hz ou 144 Hz ideal para consoles e computadores; e o sistema operacional, como Google TV, webOS, Tizen ou VIDAA. A publicação também orienta que não existe marca absolutamente superior, que TVs 8K ainda não compensam o investimento pela escassez de conteúdo nativo e que a maior tela do mercado brasileiro é a Hisense 136MX MicroLED, de 136 polegadas. No conjunto, os dez modelos listados mostram que a inteligência artificial deixou de ser detalhe de luxo para se tornar parte essencial do processamento de imagem, do áudio e até da interação por voz nas televisões 4K.