GPT-6 Astra, da OpenAI, supera todas as fases de jogo inspirado em Captcha e recebe "certificado de humano"

O modelo GPT-6 Astra, anunciado recentemente pela OpenAI, concluiu com sucesso as 48 fases do jogo "I am not a Robot" (Não sou um Robô), criado pelo desenvolvedor Neal Agarwal. O jogo reproduz desafios visuais semelhantes aos tradicionais testes de Captcha usados na internet, e a inteligência artificial recebeu da própria página um certificado digital de "humano verificado" ao terminar a última etapa. A demonstração foi publicada pelo programador Sharif Shameem, que mostrou o modelo utilizando um navegador para interpretar e resolver cada um dos desafios propostos.

GPT-6 Astra zera desafios de Captcha e conquista certificado de humano: será que a OpenAI alcançou a AGI? - Imagem complementar

O "I am not a Robot" reúne uma série de testes interativos que simulam os mecanismos de verificação encontrados em sites e plataformas digitais. Ao longo das fases, o jogo exige que o jogador identifique elementos visuais, clique em pontos específicos da tela, arraste objetos e execute ações que normalmente seriam realizadas por uma pessoa. Em determinados momentos, o jogo chegou a indicar comportamentos que Shameem deveria adotar diante de testes envolvendo câmera, reforçando a complexidade dos desafios.

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Captcha é uma sigla em inglês para "Teste de Turing público completamente automatizado para distinguir entre computadores e pessoas", um recurso amplamente utilizado por serviços online para barrar o acesso de bots e sistemas automatizados. Plataformas atuais costumam combinar esses desafios visuais com outros sinais, como análise de comportamento de acesso, para identificar tentativas de automação. O resultado obtido pelo GPT-6 Astra chama atenção justamente pela forma como o modelo conseguiu interagir com o navegador e interpretar os desafios, indo além de simplesmente responder perguntas.

Apesar do feito, esta não é a primeira vez que um sistema consegue passar por um teste de Captcha. O jogo de Agarwal foi criado como uma experiência interativa e não significa, por si só, que os sistemas de segurança aplicados às plataformas online sejam automaticamente burláveis por agentes de inteligência artificial. Ainda assim, a capacidade demonstrada pelo Astra gerou repercussão, a ponto de personalidades do setor, como Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, afirmarem que a OpenAI teria atingido a chamada AGI, a inteligência artificial geral.

A habilidade de controlar computadores é uma das principais características divulgadas pela OpenAI no anúncio do GPT-6 Astra. O modelo atingiu 72,6% de pontuação média no benchmark OSWorld 2.0, métrica que avalia justamente a capacidade de interação da inteligência artificial com sistemas operacionais e softwares. O índice representa um avanço em relação ao GPT-5.6-Sol, que havia registrado 65,7% no mesmo teste. A OpenAI dedicou parte da divulgação do sistema a demonstrações do Astra como um agente em softwares reais, com tarefas executadas em programas como o Blender, o aplicativo Notas, da Apple, e o Canva.

Outro dado técnico apresentado pela empresa é a janela de contexto do modelo, que alcança aproximadamente 1,05 milhão de tokens. Em modelos de linguagem, a janela de contexto corresponde à quantidade de informação que a inteligência artificial consegue processar e lembrar em uma mesma sessão de uso. Com esse volume ampliado, o Astra consegue manter históricos extensos de interação, o que facilita a execução de tarefas prolongadas e o acompanhamento de instruções detalhadas ao longo do tempo.

O conjunto de capacidades apresentado pela OpenAI posiciona o GPT-6 Astra como um modelo voltado à atuação agêntica, isto é, capaz de operar softwares e executar ações de forma autônoma em nome do usuário. A combinação entre a alta pontuação no benchmark de interação com computadores, a ampla janela de contexto e a capacidade demonstrada em softwares do dia a dia sugere um avanço expressivo em relação aos modelos anteriores da empresa. Por outro lado, a conquista do jogo de Captcha, embora significativa como demonstração técnica, não elimina por completo a utilidade desses mecanismos de segurança, já que serviços reais adotam múltiplas camadas de verificação para diferenciar humanos de agentes automatizados.