A “banda favorita” de Wall Street nos últimos anos começa a dar sinais de separação — e o motivo central é a inteligência artificial (IA). Após anos de domínio nos mercados, com desempenhos acima da média e valores de mercado astronômicos, as chamadas “Magníficas Sete” passaram a mostrar comportamentos divergentes em 2025.

O movimento reflete, sobretudo, o impacto dos elevados investimentos em IA: enquanto algumas empresas apostam pesado em pesquisa, aquisições e integração de tecnologia, outras adotam abordagens mais cautelosas. Essa diferença na intensidade e na direção das apostas em IA tem alterado avaliações, expectativas de crescimento e o perfil de risco percebido por investidores.

A transição também evidencia que o ciclo de concentração de mercado que vigorou até aqui pode estar mudando de forma mais complexa do que parecia — nem todas as gigantes evoluem na mesma velocidade ou com os mesmos resultados. Investidores e analistas, portanto, vêm recalibrando posições e estratégias diante desse cenário de maior heterogeneidade entre as líderes.

PUBLICIDADE

Resta acompanhar os próximos trimestres para ver como essas decisões relacionadas à IA vão se refletir em resultados financeiros, participação de mercado e na composição dos índices que até então eram dominados por um grupo mais coeso.