Se, até pouco tempo, a pergunta que surgia nas salas de conselho era “o que podemos fazer com a IA?”, hoje ela foi substituída por outra, mais direta: “onde está o dinheiro?”. Essa mudança traduz uma transição do entusiasmo exploratório para uma preocupação prática e financeira sobre como transformar investimentos em inteligência artificial em retorno palpável.

Não se trata apenas de percepção de mercado: é um alerta financeiro. Dados recentes da Forrester apontam que a maioria das empresas está repensando prioridades e avaliando com mais rigor os custos e benefícios associados a projetos de IA. O debate já não é só sobre possibilidades técnicas, mas sobre modelos de negócio, métricas de desempenho e prazos para monetização.

Essa nova ordem de prioridades expõe alguns pontos cruciais: a necessidade de medir claramente o impacto econômico das iniciativas de IA, a pressão por resultados que justifiquem os gastos e a atenção aos custos contínuos — como infraestrutura, licenças, manutenção e integração com sistemas legados. Ao mesmo tempo, surgem desafios na definição de métricas apropriadas para avaliar valor, especialmente quando benefícios são indiretos ou de longo prazo.

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Consequentemente, conselhos e lideranças estão exigindo planos mais detalhados: roadmap com milestones financeiros, indicadores claros de sucesso e governança que minimize riscos operacionais e regulatórios. Projetos-piloto já não bastam se não houver um caminho plausível para escala e rentabilização.

Em resumo, a conversa sobre IA evoluiu. Passou-se da curiosidade sobre capacidade tecnológica para uma análise fria sobre sustentabilidade financeira e retorno. Para muitos executivos, a conta da inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e virou uma exigência imediata de resultados.