A inteligência artificial virou quase sinônimo de eficiência no discurso corporativo. Na prática, porém, a experiência da Gol Linhas Aéreas revela um outro lado: a tecnologia nem sempre resulta em redução de custos. Em certos casos, segundo a própria companhia, implementar soluções de IA pode sair mais caro do que manter pessoas envolvidas nos processos.

Essa diferença de custo leva a Gol a avaliar caso a caso onde vale a pena aplicar automação. A conta costuma considerar não só o custo inicial da implementação, mas também despesas com integração aos sistemas existentes, treinamento de modelos, manutenção contínua, necessidade de supervisão humana e correção de erros — fatores que podem fazer a solução tecnológica perder vantagem econômica frente ao trabalho humano.

A lição que emerge é prática: a adoção de IA precisa passar por uma análise de retorno sobre investimento e por testes que medam resultados reais, não apenas promessas de eficiência. Em áreas em que a tecnologia entrega ganhos claros e sustentáveis, a automação pode ser vantajosa; em outras, modelos híbridos ou a permanência de equipes humanas podem ser mais eficientes e menos onerosos.

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Em resumo, a experiência da Gol reforça que tecnologia por si só não garante economia. Decisões sobre uso de IA exigem comparação rigorosa entre custos e benefícios, além de planejamento operacional para que a inovação traga, de fato, resultados positivos.