Meta coloca força total por trás do Muse, que dispara para o topo da App Store

O aplicativo Muse, da Meta, alcançou o primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos mais baixados na App Store dos Estados Unidos, ultrapassando o ChatGPT, da OpenAI, apenas uma semana após seu lançamento. O resultado reflete a estratégia da empresa de Mark Zuckerberg de apostar em agentes pessoais de inteligência artificial, um tipo de ferramenta que vai além dos chatbots tradicionais ao executar tarefas em nome do usuário.

Muse decola: agente de IA da Meta derruba o ChatGPT e domina o topo da App Store em apenas uma semana - Imagem complementar

Diferente dos chatbots convencionais, que apenas respondem perguntas, os agentes de IA foram projetados para agir de forma autônoma. O Muse se encaixa nessa categoria ao oferecer a possibilidade de realizar pesquisas, preencher formulários, fazer compras online, reservar restaurantes e localizar serviços como passeadores de cães. Segundo a Meta, o aplicativo também se conecta a serviços de e-mail, calendários, Spotify, Instagram e OpenTable, ampliando o leque de utilidades no dia a dia.

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O crescimento do Muse foi rápido. De acordo com dados da Sensor Tower, o aplicativo registrou cerca de 730 mil downloads nos cinco dias seguintes ao seu lançamento, que ocorreu em 8 de setembro. Outras estimativas indicam que o número chegou a aproximadamente 902 mil downloads em seis dias, consolidando a forte adesão inicial do público. O aplicativo está disponível para usuários a partir de 18 anos e é executado sobre a Muse Secure VM, uma máquina virtual dedicada que abriga o agente e os dados do usuário em um ambiente separado.

A tecnologia por trás do Muse é baseada na família de modelos de IA Muse Spark, desenvolvida pela própria Meta. O modelo é multimodal, ou seja, trabalha com diferentes tipos de dados como voz, texto, imagem e programação visual, além de contar com subagentes que auxiliam em tarefas específicas. O Muse é capaz de lembrar das preferências do usuário e executar ações de forma autônoma, mas solicita aprovação antes de realizar ações sensíveis, como enviar e-mails ou concluir compras, trazendo uma camada de controle humano sobre as decisões mais importantes.

O sucesso nos rankings chamou a atenção de Alexandr Wang, chefe dos Laboratórios de Superinteligência da Meta, que celebrou publicamente o resultado ao compartilhar uma captura de tela da App Store. A posição alcançada pelo Muse representa um sinal inicial de que a aposta da Meta em assistentes pessoais de inteligência artificial está começando a dar retorno, mesmo em um cenário em que seus modelos de fronteira, ou seja, os modelos mais avançados da empresa, ficaram atrás da OpenAI e da Anthropic em alguns benchmarks técnicos relevantes.

A promoção do Muse também se estende para fora do aplicativo dedicado. A Meta tem trabalhado para integrar o agente pessoal de inteligência artificial em toda a sua rede de plataformas, incluindo WhatsApp, Instagram, Facebook, Messenger e dispositivos Ray-Ban. A estratégia de distribuição multiplataforma busca ampliar o alcance do ecossistema e acelerar a adoção do agente em diferentes contextos de uso, aproveitando a enorme base de usuários que a empresa já mantém em seus serviços.

O posicionamento do Muse no topo das paradas ocorre em um momento em que os aplicativos de inteligência artificial dominam a App Store. Entre os seis aplicativos gratuitos mais baixados nos Estados Unidos, quatro são relacionados a IA, o que demonstra a forte concorrência no segmento. Antes do lançamento do Muse, o aplicativo de IA da Meta não figurava entre os dez mais baixados havia mais de 90 dias, segundo dados da Sensor Tower, o que evidencia o impacto imediato gerado pela chegada do novo agente pessoal ao mercado.

Com a combinação de um modelo multimodal avançado, integração com serviços populares e a distribuição em múltiplas plataformas, o Muse se apresenta como o esforço mais robusto da Meta até agora para conquistar o mercado de agentes pessoais de inteligência artificial. A rápida ascensão nos rankings de downloads indica que a estratégia começa a encontrar tração junto ao público, marcando um novo capítulo na corrida pela chamada inteligência artificial pessoal.