Trend dos anos 80 feita com inteligência artificial viraliza no Instagram; veja como participar

Usuários do Instagram têm publicado nos Stories fotografias com estética retrô que simulam retratos da década de 1980, geradas com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial. A tendência ganhou força a partir de sexta-feira (04/09) e tem inundado a rede social com imagens que misturam traços atuais das pessoas com elementos visuais típicos dos anos 80, como penteados volumosos, roupas da época e a aparência granulada das fotografias analógicas.

Viagem no tempo com IA: transforme suas selfies em retratos autênticos dos anos 80 e participe da trend que domina o Instagram - Imagem complementar

A brincadeira chamou atenção por sua simplicidade: não é necessário instalar nenhum aplicativo adicional para participar. Todo o processo pode ser feito dentro de chatbots de inteligência artificial já conhecidos, como o ChatGPT, da OpenAI, ou o Google Gemini. Basta enviar uma foto pessoal e fazer um pedido em texto para que a ferramenta recrie a imagem com aparência oitentista.

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Para quem deseja entrar na trend, o primeiro passo é escolher uma fotografia com o rosto bem visível e boa iluminação. Fotos muito escuras ou com o ângulo do rosto parcialmente coberto podem comprometer o resultado, já que a inteligência artificial utiliza a imagem enviada como referência para preservar os traços da pessoa na versão retrô.

Depois de selecionar a foto, o usuário deve abrir o ChatGPT e utilizar o botão de anexar imagem. Na sequência, é preciso enviar o arquivo junto com um comando de texto, conhecido como prompt, descrevendo o resultado esperado. O prompt é a instrução que orienta a inteligência artificial sobre o que deve ser criado a partir da imagem de referência.

A publicação que popularizou o passo a passo utilizou o seguinte comando, que pode ser copiado e adaptado: "Com base na minha foto, crie um retrato ultrarrealista de mim nos anos 80. Preserve fielmente meus traços e minha identidade. Adicione penteado volumoso, roupas autênticas da década e estética de fotografia analógica em filme 35 mm, com granulação natural, cores levemente desbotadas e iluminação típica dos anos 80. Evite caricatura ou aparência de cosplay; faça parecer uma fotografia real tirada naquela época." O comando pede que a ferramenta mantenha a identidade visual da pessoa e reproduza características marcantes da fotografia daquela década, como o uso de filme 35 mm, granulação na imagem e cores levemente desbotadas.

Após a geração da imagem, ainda é possível refinar o resultado diretamente pelo chat. Nos testes realizados pela equipe que divulgou o tutorial, foi possível pedir alterações simples, como trocar o penteado, mudar as roupas ou modificar o cenário de fundo. Cada novo pedido é interpretado pela ferramenta, que gera uma nova versão da imagem considerando as mudanças solicitadas.

Quando o resultado estiver satisfatório, basta salvar a imagem gerada e publicá-la nos Stories do Instagram. A tendência segue o formato de outras brincadeiras virais baseadas em inteligência artificial, que nos últimos meses já incluíram desde a criação de versões de bonecos colecionáveis até a transformação de fotos no estilo do estúdio Ghibli.

A popularidade da trend dos anos 80 reforça o papel das ferramentas generativas como forma de expressão e entretenimento nas redes sociais. Ao permitir que usuários recriem suas próprias imagens com estéticas de outras décadas, os chatbots de inteligência artificial ampliam as possibilidades de personalização visual sem exigir conhecimento técnico em edição de imagens.

Para quem pretende participar, vale lembrar que o prompt pode ser ajustado conforme o gosto pessoal. É possível incluir detalhes adicionais, como pedir acessórios típicos da época, cenários urbanos característicos dos anos 80 ou até mesmo referências a ícones visuais daquela década, desde que o pedido mantenha a proposta de preservar os traços originais do rosto.

A tendência dos retratos oitentistas gerados por inteligência artificial mostra como essas ferramentas têm se integrado ao cotidiano digital dos brasileiros, transformando selfies comuns em imagens com cara de nostalgia e despertando o interesse de quem nunca viveu a década de 1980.