O Banco do Brasil apresentou a versão renovada de seu aplicativo com inteligência artificial generativa incorporada à experiência do cliente. A apresentação aconteceu durante o Febraban Tech, evento de tecnologia do setor financeiro aberto nesta segunda-feira (24), em São Paulo. A implantação completa da atualização está prevista para o final de setembro.

A renovação integra a corrida do setor financeiro pela preferência dos usuários, competição que envolve bancos tradicionais, bancos digitais e fintechs em torno da qualidade dos serviços prestados pelo celular. Nesse mercado, o aplicativo deixou de ser apenas um canal de acesso e passou a concentrar o principal ponto de contato entre a instituição e o cliente.

Banco do Brasil renova aplicativo e incorpora IA generativa - Imagem complementar

O Banco do Brasil é um dos maiores bancos do país, com controle majoritariamente federal e atuação junto a pessoas físicas, empresas e agronegócio. Alterações relevantes em seu aplicativo, por isso, têm alcance direto sobre uma das maiores bases de clientes do mercado nacional.

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O Febraban Tech é promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que representa o sistema financeiro brasileiro. O evento reúne instituições bancárias e empresas de tecnologia e funciona como vitrine das principais novidades digitais do setor no país.

A aposta do banco se apoia na inteligência artificial generativa, categoria de sistemas capazes de criar textos, imagens e respostas a partir de comandos em linguagem natural. Modelos como o GPT-4 e o GPT-4o, da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, e o Claude, da Anthropic, são exemplos conhecidos dessa tecnologia.

Em serviços financeiros, sistemas desse tipo podem ser empregados no atendimento ao cliente, na personalização de serviços e no apoio a tarefas internas. Ao levar a tecnologia para dentro do aplicativo, o Banco do Brasil aproxima a IA generativa do dia a dia de seus usuários.

A implantação completa tem previsão para o final de setembro. Até essa data, a experiência renovada deve alcançar a totalidade dos clientes que usam o aplicativo do banco.

O contexto ajuda a explicar o movimento. O Brasil mantém um dos sistemas bancários digitais mais avançados do mundo, marcado pela ampla adoção de serviços financeiros pelo celular e pelo Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central.

Em um mercado com esse nível de maturidade digital, a disputa pela preferência do cliente se concentra na tela do celular. Interface limpa, navegação rápida e serviços integrados se tornaram requisitos básicos, e a inteligência artificial surge como novo campo de diferenciação entre as instituições.

A renovação do aplicativo também reflete o esforço dos bancos de manter suas plataformas alinhadas às expectativas de usabilidade criadas pelas grandes empresas de tecnologia. Usuários habituados a aplicativos de consumo passaram a cobrar o mesmo padrão de fluidez nos serviços bancários.

A escolha do Febraban Tech para a apresentação reforça o papel do evento como palco das apostas tecnológicas das grandes instituições financeiras. Na abertura, realizada na capital paulista, o Banco do Brasil posicionou a inteligência artificial generativa no centro da experiência de seus clientes.

Ao longo das próximas semanas, até o final de setembro, a atualização será levada ao conjunto de usuários do aplicativo. O prazo definido pela instituição é compatível com um processo controlado de liberação, comum quando mudanças de interface e novos recursos afetam bases de clientes muito amplas.

O movimento do Banco do Brasil reforça o papel da IA generativa na transformação do setor bancário digital brasileiro, um dos mais avançados do mundo. A tecnologia que antes figurava em discursos corporativos e projetos internos ganha espaço na interface que os clientes usam todos os dias.

Com a implantação completa prevista para o final de setembro, o renovado aplicativo do banco entra definitivamente na disputa aberta do setor financeiro pela preferência do usuário. Nessa competição, a inteligência artificial deixou de ser promessa distante e se converteu em frente de trabalho imediata para as maiores instituições do país.