Samsung amplia uso de inteligência artificial em nova geração de relógios inteligentes

A Samsung renovou sua linha de relógios inteligentes com modelos que apostam em processadores mais eficientes e recursos avançados de inteligência artificial para monitoramento de saúde e desempenho esportivo. A nova geração inclui desde opções mais simples, voltadas para quem busca apenas dados básicos de atividades físicas, até modelos topo de gama com sensores de última geração e maior autonomia de bateria.

Revolução nos Pulsos: Samsung Lança Nova Geração de Relógios Inteligentes com Inteligência Artificial Avançada - Imagem complementar

No topo da lista está o Galaxy Watch Ultra 2, considerado o relógio mais avançado da marca anunciado em 2026. Ele estreia o processador Snapdragon Wear Elite, da Qualcomm, que substitui o chip Exynos W1000 presente em modelos anteriores. Segundo a Samsung, o novo componente deve entregar mais desempenho e maior precisão nos sensores do dispositivo. A bateria subiu de 590 mAh para 800 mAh em relação à versão Ultra de 2024, alcançando autonomia de até 80 horas de uso. A tela também recebeu upgrade, passando de 3.000 nits para 5.000 nits de brilho máximo, o que facilita a visualização sob luz solar em atividades ao ar livre. Outra novidade é a certificação IP69K, que garante resistência a jatos de água de alta pressão. O relógio ainda permite acionar o Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, ao levantar o pulso.

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Logo abaixo aparece o Galaxy Watch 9, que também passou a utilizar o Snapdragon Wear Elite no lugar do Exynos W1000. A versão de 40 mm teve aumento de 20% na capacidade da bateria, saltando de 325 mAh para 390 mAh, enquanto a versão de 44 mm subiu de 435 mAh para 445 mAh. A tela mantém o brilho de 3.000 nits e o armazenamento segue em 32 GB. Na área de saúde, o Watch 9 introduz dois novos recursos: o Sinais Vitais, que cruza dados de frequência cardíaca, oxigenação, temperatura da pele e frequência respiratória, e a Pontuação de Saúde do Coração, que avalia indicadores cardiovasculares.

O Galaxy Watch 8 também integra recursos de inteligência artificial por meio do Galaxy AI, que analisa dados de sono do usuário. O aparelho funciona como um treinador de corrida personalizado e oferece suporte a mais de 100 modalidades esportivas. Entre os recursos de saúde estão medições de pressão arterial, eletrocardiograma (exame que registra a atividade elétrica do coração) e nível de antioxidantes. A versão com conectividade LTE permite realizar chamadas de emergência de forma independente do celular em casos de quedas. Entre os pontos fracos estão a autonomia de cerca de 30 horas com o recurso Always-On Display ativado e a incompatibilidade com iPhones.

O Galaxy Watch Ultra, lançado em 2024, continua como opção robusta para práticas esportivas radicais. Ele traz GPS integrado de dupla frequência, que utiliza dois sinais de satélite para rastrear rotas com mais precisão, além de conexão LTE e sensores com inteligência artificial. A estrutura conta com corpo em titânio, proteção de cristal de safira na tela e brilho de até 3.000 nits. A bateria suporta até 100 horas de uso, segundo a Samsung. Como contrapartida, o modelo é mais pesado e pode causar desconforto em alguns usuários.

O Galaxy Watch 8 Classic se diferencia pelo design tradicional com coroa giratória para navegação e pelo armazenamento ampliado de 64 GB. O relógio integra o Galaxy AI e o Google Gemini, sistema de inteligência artificial generativa que responde a comandos de voz e texto. O modelo traz ainda medições de frequência cardíaca, oxigenação no sangue (SpO2), eletrocardiograma e temperatura corporal. Entre as limitações estão o processador Exynos W1000, que não recebeu atualização nesta geração, o peso de 63,5 gramas e a tela menor de 1,34 polegadas.

Já o Galaxy Watch 7 aparece como opção intermediária com processador Exynos W1000 de 3 nm, 2 GB de memória RAM e 32 GB de armazenamento. O relógio traz GPS de dupla frequência, mais de 100 modos de treino e certificação militar MIL-STD-810H, padrão que atesta resistência a condições extremas como choque, vibração e temperatura. Por outro lado, a tela atinge apenas 2.000 nits de brilho máximo e a bateria é de 300 mAh, especificações inferiores às dos modelos mais recentes.

Para quem busca uma opção mais acessível, o Galaxy Fit 3 oferece monitoramento de sono, batimentos cardíacos e mais de 100 modalidades esportivas com bateria de até 13 dias. O dispositivo pesa apenas 18,5 gramas sem a pulseira e conta com tela AMOLED com opção de Always-On Display (função que mantém informações visíveis com a tela apagada). Entre as limitações estão a ausência de GPS integrado, de NFC (tecnologia que permite pagamentos por aproximação) e de suporte para iPhones, já que o sistema é compatível apenas com Android.

A escolha do modelo ideal depende do perfil de uso e do orçamento disponível. Modelos com conectividade LTE, que utilizam o chip virtual eSIM para funcionar de forma independente do celular, são indicados para quem deseja fazer chamadas e acessar dados móveis sem o smartphone por perto. Para usuários com pulsos finos ou que preferem conforto ao dormir, opções de 40 mm ou a linha Fit são mais recomendadas. Já as linhas Classic e Ultra atendem quem prioriza design tradicional ou resistência extrema para esportes radicais.