OpenAI amplia proteções para adolescentes no ChatGPT com novos controles e parcerias com especialistas

A OpenAI anunciou um conjunto de medidas voltadas à segurança de adolescentes que utilizam o ChatGPT, com o objetivo de tornar a experiência da inteligência artificial mais adequada à faixa etária e oferecer mais ferramentas para que pais e educadores acompanhem o uso da tecnologia por jovens. A iniciativa combina proteções automáticas, novos recursos de aprendizado, controles parentais e parcerias com especialistas em bem-estar e saúde mental.

Proteção Avançada para Adolescentes no ChatGPT: OpenAI Lança Novas Ferramentas e Parcerias para um Uso Seguro da Inteligência Artificial - Imagem complementar

Entre as principais mudanças está a atualização do Model Spec, documento interno que define o comportamento esperado dos modelos da empresa. A nova versão inclui princípios específicos para usuários com menos de 18 anos, estabelecendo diretrizes para que o ChatGPT ofereça respostas seguras e apropriadas para a idade. A empresa também passou a investir em sistemas de predição de idade, que permitem identificar adolescentes na plataforma de forma automática, aplicando a eles configurações de proteção mais rigorosas por padrão.

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Os controles parentais, que já estavam disponíveis, foram ampliados e agora podem ser ativados diretamente a partir das configurações das contas. Pais com contas vinculadas às de seus filhos podem personalizar a experiência, ajustar restrições de conteúdo e ativar o Modo Estudo, recurso voltado ao uso educacional da ferramenta. A ideia é que as famílias tenham maior governança sobre a forma como os adolescentes interagem com o chatbot, especialmente em casa e no ambiente escolar.

Além das ferramentas técnicas, a OpenAI atualizou o hub de recursos para pais com novos materiais revisados por organizações especializadas. Entre os documentos disponibilizados estão um guia familiar sobre o uso responsável da inteligência artificial por adolescentes e orientações práticas para que pais conversem com os filhos sobre o tema. Os conteúdos passaram pela análise da ConnectSafely e de membros do Expert Council on Well-Being and AI, conselho criado pela empresa para reunir especialistas em bem-estar, saúde mental e desenvolvimento infantil.

A empresa também destacou a importância da educação em inteligência artificial como parte fundamental da estratégia de segurança. A OpenAI defende que a atual geração de adolescentes é a primeira a crescer em meio à chamada Era da Inteligência, o que torna essencial oferecer formação tanto para estudantes quanto para pais e professores. A empresa oferece gratuitamente uma versão do ChatGPT voltada para educadores e incentiva que escolas preparem os alunos para o uso da ferramenta no futuro mercado de trabalho.

A companhia afirmou que o trabalho de proteção aos adolescentes é contínuo e que pretende seguir aprimorando os controles parentais, os modelos de linguagem e os recursos disponíveis para famílias. Entre as próximas etapas estão a expansão de parcerias com pesquisadores, organizações da sociedade civil e profissionais de saúde, incluindo o Well-Being Council e a Global Physician Network, rede global de médicos que colabora com a OpenAI em questões relacionadas à saúde mental de jovens usuários.

A OpenAI também manifestou apoio aos princípios do Digital Services Act, regulamento europeu que estabelece uma abordagem baseada em riscos para a segurança online e a responsabilização de plataformas digitais. Para a empresa, empresas de inteligência artificial devem utilizar mecanismos de estimativa de idade que respeitem a privacidade dos usuários e permitam distinguir adolescentes de adultos, garantindo que menores recebam proteções adequadas por padrão.

Com o conjunto de mudanças, a OpenAI busca equilibrar o acesso de adolescentes à inteligência artificial com a necessidade de oferecer ambientes seguros e transparentes. A estratégia combina tecnologia, educação e colaboração com especialistas, refletindo a preocupação crescente da indústria em torno do impacto da IA sobre crianças e jovens em diferentes contextos de uso.