Rafael Vanderlei de Sousa, executivo com ampla trajetória no setor financeiro, lidera a fintech Segue, uma plataforma que integra crédito digital, eficiência operacional e impacto social no mercado brasileiro. Fundada por ele, a empresa se destaca por oferecer soluções financeiras acessíveis a públicos tradicionalmente excluídos, como trabalhadores informais e domésticas, utilizando tecnologia avançada para garantir rentabilidade sustentável.

A Segue opera no segmento de crédito consignado digital, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício previdenciário do cliente. Esse modelo reduz riscos de inadimplência e permite taxas de juros mais baixas. Sob a liderança de Sousa, a fintech alcançou equilíbrio financeiro em apenas oito meses de operação, demonstrando um modelo escalável e eficiente.

No contexto do ecossistema financeiro brasileiro, a iniciativa ganha relevância diante do avanço das fintechs, impulsionado por inovações como o Pix e o open banking. Esses sistemas facilitam a inclusão financeira de milhões de brasileiros ainda desbancarizados, e a Segue se posiciona como agente transformador nesse cenário.

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A carreira de Rafael Vanderlei de Sousa é marcada por mais de 15 anos em posições estratégicas. Ele atuou por 13 anos como diretor financeiro em cinco empresas do grupo JBS, tanto no Brasil quanto no exterior, lidando com governança corporativa, fusões e aquisições. Essa experiência em ambientes de alta complexidade preparou-o para fundar a Segue, onde aplica princípios de eficiência e impacto social.

A Segue utiliza inteligência artificial, tecnologia que simula processos cognitivos humanos por meio de algoritmos e aprendizado de máquina, para análise de crédito. Os sistemas de IA avaliam dados alternativos, como histórico de transações via Pix e comportamentos digitais, permitindo aprovações rápidas e precisas mesmo para perfis sem histórico bancário tradicional.

Eficiência operacional é outro pilar da Segue. A plataforma digital elimina intermediários, reduzindo custos em até 50% em comparação com instituições financeiras convencionais. Automação de processos, desde a originação de crédito até a cobrança, permite escalabilidade sem proporcional aumento de despesas, garantindo margens rentáveis.

O compromisso com impacto social diferencia a Segue. A empresa destina mensalmente 11% de seus lucros a projetos sociais, como capacitação profissional e apoio a comunidades vulneráveis. Essa abordagem, conhecida como finanças com propósito, alinha rentabilidade a benefícios sociais, atraindo investidores conscientes ESG – critérios ambientais, sociais e de governança.

No mercado brasileiro de crédito consignado, avaliado em centenas de bilhões de reais anualmente, a Segue inova ao mirar nichos subatendidos. Por exemplo, desenvolveu produto específico para empregadas domésticas, categoria com mais de 6 milhões de trabalhadoras no país. Negocia a captação de um fundo de R$ 60 milhões para expandir essa oferta.

Comparada a concorrentes como Nubank e Creditas, a Segue se destaca pelo foco dual em rentabilidade e impacto. Enquanto grandes players priorizam escala massiva, a fintech de Sousa equilibra crescimento com responsabilidade social, alcançando breakeven precoce e distribuição de lucros sociais desde o início.

A inclusão financeira promovida pela Segue tem impactos práticos para usuários. Clientes acessam crédito com taxas competitivas, formalizam relações trabalhistas e constroem histórico de crédito positivo. Para empresas parceiras, como empregadores, a plataforma oferece soluções de folha de pagamento integrada, simplificando gestão.

Profissionais de tecnologia beneficiam-se indiretamente. A adoção de IA e automação cria demanda por especialistas em dados, machine learning e cibersegurança, fomentando empregos qualificados no setor fintech brasileiro, que emprega milhares.

O open banking, sistema que permite compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário, potencializa o modelo da Segue. Com acesso a informações consolidadas, a IA aprimora análises de risco, ampliando aprovação de créditos para PMEs e indivíduos.

Desafios persistem, como regulação pelo Banco Central e concorrência acirrada. Contudo, a trajetória da Segue indica resiliência. Com liderança experiente e tecnologia de ponta, a fintech planeja expansão geográfica e diversificação de produtos.

Em síntese, a Segue sob Rafael Vanderlei de Sousa exemplifica como fintechs podem unir inovação tecnológica, eficiência e impacto social. O modelo comprovado, com equilíbrio financeiro rápido e alocação de lucros para causas nobres, pavimenta caminho para crescimento sustentável.

Possíveis desdobramentos incluem captação do fundo de R$ 60 milhões e lançamento de novos produtos consignados. Essa evolução reforça a posição da Segue no mapa das fintechs brasileiras.

A relevância para o cenário tecnológico brasileiro reside na demonstração de que inteligência artificial e digitalização financeira podem promover equidade social. Iniciativas como essa aceleram a transformação do setor, beneficiando economia e sociedade.